Domingo, Agosto 28, 2011

Augusto dos Santos Abranches [manuscrito]



As Várias Faces
[junto com] carta do autor enviada de Lourenço Marques para Luanda a acompanhar o livro


Coimbra, 1943
Portugália
1.ª edição
23,5 cm x 17,2 cm
24 págs.
desenho da capa: Augusto dos Santos Abranches
composto manualmente em Elzevir
COM DEDICATÓRIA DO AUTOR AO DESTINATÁRIO DA CARTA
exemplar manuseado, miolo muito limpo
peça de colecção
200,00 eur

Edição da «Portugália, livraria e papelaria», fundada nos anos 30 do século XX pelo próprio Santos Abranches (financiado por José Marmelo e Silva), que, embora ligado a autores como Fernando Namora, Carlos de Oliveira ou João José Cochofel, depressa foi ostracizado pelos neo-realistas ortodoxos dado não cumprir, por meio da sua obra, o exercício de propaganda literária que então lhe era imposto. Em 1945 já se encontra imigrado em Moçambique, e é aí que dirigirá no Notícias o suplemento cultural «Sulco», página que revelou, entre outros, Rui Knopfli, José Craveirinha, Alberto de Lacerda.
A longa carta de 4 páginas que aqui se junta – datada de 30 de Julho de 1945 – constitui o comprovativo desta sua última actividade. Lá se pede ao poeta Tomaz Vieira da Cruz, a trabalhar então no jornal A Província de Angola, intercâmbio de colaborações entre os dois espaços de língua portuguesa. Mais ele projecta: estabelecer uma rede de troca extensível ao Brasil, Guiné, Cabo Verde e Índia... Está, pois, à vista a importância de um tal documento.


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Voz Que Escuta


POLÍBIO GOMES DOS SANTOS
apresentações de Paulo Quintela e Joaquim Namorado
capa de [Victor] Palla

Coimbra, 1944
Novo Cancioneiro
1.ª edição
23,6 cm x 17,8 cm
38 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar com capa envelhecida e restauros; miolo bem conservado
50,00 eur

Livro inédito póstumo, a cujo conjunto de poemas fora atribuído, em 1939, um prémio literário nos jogos florais da Universidade.


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


As Três Pessoas



POLÍBIO GOMES DOS SANTOS

Coimbra, 1938
Portugália
1.ª edição
23,5 cm x 16,7 cm
60 págs.
impresso sobre papel avergoado
composto manualmente
COM DEDICATÓRIA DO AUTOR
exemplar muito estimado, apresenta na pág. 55 pequena correcção manuscrita de uma gralha tipográfica
peça de colecção
170,00 eur

É o «quarto volume das edições da “Portugália”», fundada pelo escritor Augusto dos Santos Abranches (ajudado por José Marmelo e Silva), e é também o único livro publicado em vida pelo Autor.


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Poemas


POLÍBIO GOMES DOS SANTOS
nota de abertura de Carlos de Oliveira
prefácio de José Marmelo e Silva
poema homenagem de Vitorino Nemésio
nota de badana de Fernando Namora


Porto, 1981
Limiar
1.ª edição [da obra reunida]
20,5 cm x 12,4 cm
96 págs.
direcção literária do poeta Egito Gonçalves
direcção gráfica de Armando Alves
exemplar como novo
20,00 eur

A par do poeta Carlos de Oliveira, foi um dos expoentes da geração contemporânea da II Guerra Mundial, e da resistência a uma sociedade pantanosa. Esta edição, para além do extenso estudo que é o prefácio de Marmelo e Silva, junta os seus dois únicos livros publicados: As Três Pessoas e Voz Que Escuta.


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Selecções da Gazeta do Sul [1930-1960]


Montijo, 1955 e 1961
dir. Alves Gago (vol. III: dir.Tio Rico)
edição da «Gazeta do Sul»
1.ª edição
3 volumes (completo)
19,5 cm x 14 cm
3 x 320 págs.
cantos redondos e corte carminado nos dois primeiros volumes, abrindo o vol. I com uma cortina impressa sobre papel-vegetal
exemplares em aceitável estado de conservação; miolo limpo
45,00 eur

O maior interesse nesta compilação de colaborações, distribuídas pelas páginas da dita gazeta entre 1930 e 1960, reside na plêiada dos intelectuais que as assinaram, entre os muitos quais se conta, à cabeça, o que julgamos ter sido a estreia absoluta, em 1940, de Sebastião da Gama, que assinava então Zé d’Anicha (vols. II e III).
Dos outros, podemos apontar alguns nomes evidentes, como Ferreira de Castro, Stuart Carvalhais, João da Câmara, Cardoso Martha, Olavo Bilac, Florbela Espanca, Agostinho Campos, Raúl Brandão, Severo Portela, Júlio Dantas, Augusto Gil, Homem Cristo, Mário Gonçalves Viana, Tomaz da Fonseca, André Brun, Lyon de Castro, Alberto Pimentel, Victor de Sá, Cottinelli Telmo, Leonel Cosme, etc.


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Quinta-feira, Agosto 25, 2011

Águas de posse colectiva no comunalismo rural de entre Estrela e Gardunha


JOSÉ ALVES MONTEIRO

Lisboa, 1975
2.ª edição
s.i. [ed. Autor ?]
22,9 cm x 16 cm
60 págs.
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; exibe alguns sublinhados em quatro das últimas seis páginas de notas, no mais o miolo encontra-se limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
17,00 eur



pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Pitões das Júnias – Esboço de Monografia Etnográfica




MANUEL VIEGAS GUERREIRO

Lisboa, 1981
Serviço Nacional de Parques, Reservas e Património Paisagístico
1.ª edição
23,2 cm x 15,5 cm
332 págs. + 56 folhas em extra-texto (reproduções da recolha fotográfica do Autor) + 1 folha desdobrável em extra-texto (mapa da região)
profusamente ilustrado
exemplar muito estimado, o bordo esquerdo da capa apresenta sinais de continuada exposição à luz; miolo limpo (a folha das págs. 105-106 tem um defeito de fabrico, afectando a legibilidade de duas palavras)
45,00 eur

Trata-se da vida comunitária de uma povoação remota na Serra do Gerês detalhadamente estudada nos seus aspectos laborais, festivos, sexuais, folclóricos, o povoamento, a habitação, o vestuário, a educação e, até, a nefasta emigração. Trabalho encomendado pelo governo, e levado a cabo com extremo desvelo.


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Objectos e Alfaias Decoradas do Museu de Etnologia do Ultramar


FERNANDO GALHANO

Lisboa, 1968
Junta de Investigações do Ultramar – Centro de Estudos de Antropologia Cultural
1.ª edição
vol. I [único publicado]
28,7 x 22,8 cm
152 págs.
subtítulo: I – Portugal Metropolitano
profusamente ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
65,00 eur

Fernando Galhano (1904-1995) foi um dos fundadores do Museu de Etnologia de Lisboa, aberto ao público em 1985 (apesar do edifício estar concluído desde 1974). Convidado em 1948 por Jorge Dias para o Centro de Estudos de Etnologia Peninsular, recém-criado na cidade do Porto, passam os seus trabalhos, a partir daí, a identificarem-se com as actividades desse Centro e com as do Centro de Estudos de Antropologia Cultural da Junta de Investigações do Ultramar em Lisboa. Paralelamente às suas funções como investigador-etnógrafo, desenvolve o seu talento de pintor e desenhador, produzindo milhares de imagens que enriquecem hoje os arquivos das instituições por onde passou, documentando exemplarmente múltiplos aspectos da cultura portuguesa e africana. Em colaboração com outros membros da equipa, como Jorge Dias, Ernesto Veiga de Oliveira e Benjamim Pereira, assim como com outros autores, participou em centenas de acções que versaram temas tão diversos como a arquitectura popular, as alfaias agrícolas, os sistemas de transporte, cestaria, olaria, tecnologia têxtil e os sistemas de moagem e pesca.
No vertente livro é-nos mostrado um acervo de tratamentos estéticos, a talhe sobre madeira ou chifre, com que o povo humilde (pescadores, assalariados rurais, pastores, etc.) personalizou os utensílios das suas fainas. É sintomático como, já nesses finais dos anos 60, Galhano retoricamente se interrogava acerca do perecível destino dessas artes:
«[...] Com o alumínio e o plástico acabaram mesmo as coisas que se pudessem decorar com as velhas técnicas tradicionais. E é mesmo para perguntar o que será a arte popular de amanhã. Com esta produção industrial de todos os objectos de uso corrente, e com a divulgação geral de uma cultura mais vasta e consequente aproximação das classes sociais, não estaremos mesmo a assistir ao seu irremediável fim? [...]»


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


O Trabalho e as Tradições Religiosas no Distrito de Lisboa


MARIA MICAELA SOARES
FRANCISCO HERMÍNIO PIRES DOS SANTOS
TOMÁS RIBAS
ANTÓNIO NABAIS
ELISA MARIA FRUGNOLI
IRISALVA MOITA
et alli


Lisboa, 1991
Governo Civil de Lisboa
1.ª edição [única]
26,6 cm x 19,2 cm
500 págs.
subtítulo: Exposição de Etnografia [catálogo]
profusamente ilustrado a preto e branco e a cor
exemplar como novo
90,00 eur

Catálogo do magnífico acervo mostrado então, e igualmente magnífico trabalho para estudo, quer pelas imagens coligidas quer pela qualidade científica dos textos.


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Etnografia, Linguagem e Folclore de Castelo de Vide


MARIA DO GUADALUPE TRANSMONTANO ALEXANDRE

Portalegre, 1976
Junta Distrital de Portalegre
[1.ª edição]
21,1 cm x 15,2 cm
184 págs.
subtítulo: Distrito de Portalegre
exemplar estimado, capa vagamente marcada pela presença contínua da luz; miolo limpo
assinatura de posse no canto superior esquerdo da folha de rosto
20,00 eur



pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Terça-feira, Agosto 23, 2011

Nós Matámos o Cão-Tinhoso!


LUÍS BERNARDO HONWANA
desenhos de Bertina

Lourenço Marques, 1964
s.i.
1.ª edição
18 cm x 12,2 cm
136 págs.
ilustrado
exemplar manuseado, capa com sinais de desgate; miolo limpo
peça de colecção
75,00 eur

É um dos grandes livros da resistência cultural moçambicana. Honwana é o Luandino da “contra-costa”, ou, como muito bem sublinha Manuel Ferreira (ver Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa, Instituto de Cultura Portuguesa, vol. II, Lisboa, 1977):
«[...] A grande revelação [...]. Pode dizer-se que, com ele, se retoma a estrada real da narrativa moçambicana [...]. Excelente narrador, experiência pessoal vivida na sua própria condição de negro, Luís Bernardo Honwana, apesar da sua juventude (as narrativas foram redigidas algumas, cremos, por volta de 18 anos de idade) faz do universo moçambicano o centro da análise das suas narrativas. A relação dialética colonizado / colonizador é dada, pelas formas mais subtis, através de várias personagens e situações. Situações de exploração, de incompreensão, de injustiça, de alienação, desalienação, e do sonho e da esperança. [...]»


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Segunda-feira, Agosto 22, 2011

De Lisboa a Moçambique


ALFREDO BRANDÃO CRÓ DE CASTRO FERRERI
prefácio de Celestino de Sousa

Lisboa, 1884
Typographia Mattos Moreira
1.ª edição
20,1 cm x 13,5 cm
2 págs. + X págs. + 156 págs.
subtítulo: Cartas a M. M. de Brito Fernandes sobre uma viagem á Costa Oriental d’Africa
exemplar estimado com restauros antigos na capa e falha de papel nas duas últimas folhas sem afectar o texto; miolo limpo
discreta assinatura no topo da capa
85,00 eur

Governador de Sofala e colaborador da Sociedade de Geografia de Lisboa, co-autor dos Elementos para um Dicionário Corográfico da Província de Moçambique, descreve-nos Castro Ferreri as suas cultas e informadas impressões da viagem que o levou a Moçambique via canal do Suez e Mar Vermelho.


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


A Arte em Moçambique / Art in Mozambique





ALBERTO FELICIANO MARQUES PEREIRA

Lisboa, 1966
s.i. [sob o patrocínio do governador-geral da província, na pessoa do general José Augusto da Costa Almeida, e da Igreja católica, na pessoa do arcebispo de Lourenço Marques, Dom Custódio Alvim Pereira]
[1.ª edição (única)]
bilingue (português / inglês): versão inglesa de Joaquim da Silva Godinho
35 cm x 26 cm (álbum)
4 págs. + 2 págs. + 52 págs. + 568 págs.
profusamente ilustrado a preto e a cor
encadernação editorial em tela finamente gravada a ouro em ambas as pastas e na lombada
exemplar como novo; miolo limpo
ostenta o ex-libris de Luis de Castro Santos na primeira folha-de-guarda
220,00 eur

Trata-se de um historial da presença portuguesa naquelas paragens e, sobretudo e com especial evidência, do acervo da obra arquitectónica civil, militar e religiosa implantada pelo colonizador. Aquilo que o autor designa por «arte na sublimação das virtudes da raça [branca]» esmaga neste acervo, à sobreposse, as páginas dedicadas à «arte negra», «habitações nativas» e à dança e música locais.


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Domingo, Agosto 21, 2011

Os Maganjas da Costa


MARGOT DIAS
prefácio de Jorge Dias

Lisboa, 1965
Junta de Investigações do Ultramar
1.ª edição
24,6 cm x 18,4 cm
48 págs. + 2 folhas desdobráveis em extra-texto
subtítulo: Contribuição para o estudo dos sistemas de parentesco dos povos de Moçambique
exemplar como novo; miolo irrepreensível
45,00 eur

Ensaio de antropologia cultural, que complementa investigações de igual rigor que Margot Dias levou a cabo para o caso do grupo tribal Maconde.


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Portugal – Província de Moçambique


[ANÓNIMO]

Lisboa, 1971
Edição da Agência-Geral do Ultramar
[1.ª edição]
18 cm x 11,6 cm
128 págs. + 1 folha desdobrável
subtítulo: Síntese Monográfica de Moçambique
profusamente ilustrado
exemplar como novo; miolo limpo
17,00 eur

Pequena síntese histórica, geográfica, urbana, económica, etc., da colónia – uma das inúmeras publicações de propaganda ultramarina da época.


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Aspectos de Moçambique no Antigo Regime Colonial


ALEXANDRE LOBATO

Lisboa, 1953
Livraria Portugal
1.ª edição
22,7 cm x 17,2 cm
58 págs.
exemplar novo; miolo por abrir
30,00 eur

Polémica de carácter histórico-ideológico que Marques Lobato sustentou contra o escritor e jornalista mação José Rodrigues Júnior, conhecido como “o patriarca das letras moçambicanas”, e que na altura ia já a caminho da sua completa rendição ao catolicismo e ao obscurantismo do Estado Novo. Lobato, esse, com razão de historiador ou sem ela, marca pontos:
«[...] Parece que Rodrigues Júnior está convencido de que os Portugueses entraram em Moçambique a tocar tambor pelo mato dentro com a mania da ocupação, da ordem e da lei. Nada disso. Os homens de armas, que eram vulgares civis assentados na matrícula para a defesa das fortalezas, ficaram em Sofala e em Moçambique, dentro dos muros. Os homens do sertão, os muitos portugueses que andavam pelo mato, transviados a mercadejar no Monomotapa, eram desertores, homens que fugiam das naus e das fortalezas e iam servir os régulos e governar a vida. [...]»


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Poetas de Moçambique


aa.vv.
prefácio de Alfredo Margarido

Lisboa, 1962
Edição da Casa dos Estudantes do Império
1.ª edição [única]
22,2 cm x 16,5 cm
4 págs. + 142 págs.
impressão mimeográfica
exemplar manusaedo mas aceitável; miolo limpo
discreta assinatura no topo da pág. 25
peça de colecção
110,00 eur

Importante conjunto de escritores que irão, alguns, revelar-se como expoentes de uma literatura de resistência anticolonial, entre os quais são de pôr em relevo os versos de José Craveirinha, Noémia de Sousa, Nuno Bermudes, Rui Knopfli e Victor Matos e Sá.


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Caliban


Lourenço Marques (Moçambique), 1971 a Junho de 1972
dir. J. P. [João Pedro] Grabato Dias e Rui Knopfli
colecção completa (4 números em 3 brochuras)
21,7 cm x 15,2 cm
124 págs. [numeração contínua (32 págs. + 36 págs. + 56 págs.)]
exemplares como novos, estando os dois primeiros por abrir
peça de colecção de extrema raridade quando completa
850,00 eur

Revista ultramarina – cujo nome é de inspiração shakespeareana – «fechada pela PIDE, em 1972» (segundo Daniel Pires, Dicionário das Revistas Literárias Portuguesas do Século XX, Contexto Editora, Lisboa, 1986), a sua raridade pauta-se até pela ausência nos ficheiros da Biblioteca Nacional, que apenas conseguiu obter um exemplar completo em 2006 (leilão de 26 e 27 de Abril, na Livaria Antiquária do Calhariz, Lisboa).
Dentre os colaboradores, nota-se o alto gabarito das escolhas obtidas pelos coordenadores, a saber: Eugénio Lisboa, Jorge de Sena, José Craveirinha, Rui Nogar, Sebastião Alba, Herberto Helder, António Ramos Rosa, [João da] Fonseca Amaral, Luís Amaro, João Rui de Sousa, Fernando Assis Pacheco, etc. Além dos inéditos – alguns são-no ainda hoje –, a tradução teve o mérito de nos dar a conhecer uma integral do longo poema de T. S. Eliot, Quarta-feira de Cinzas, e poemas de Marianne Moore.
A participação de Herberto Helder, essa, pode ser considerada única, porque «Movimentação Errática» virá a ser revista e fraccionada entre a sua “prosa” introdutória e o poema que a ilustra, seguindo este último, já baptizado «Texto 1», para o núcleo «Antropofagias» de Poesia Toda (vol. 2, Plátano Editora, Lisboa, 1973) e, a referida “prosa”, para o livro Photomaton & Vox (Assírio & Alvim, Lisboa, 1979).


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Mangas Verdes com Sal



RUI KNOPFLI
nota de abertura e adenda de Eugénio Lisboa
nota de badana de Sebastião Alba


Lourenço Marques, 1972
Minerva Central
2.ª edição (revista e ampliada)
22,2 cm x 16,3 cm
180 págs.
capa do Autor
exemplar manuseado mas estimado, miolo muito limpo
70,00 eur

Diz o poeta Sebastião Alba: «Li Mangas Verdes à noite, e apeteceu-me acordar os amigos: – Vejam, as esquinas sempre duras dos seus versos dobram um alto espaço poético. [...] Dizem-me que é difícil conviver consigo. Como não manter-se em guarda um guardador de mitos seus, que tombarão, se esboroarão, com ele, sob o vento branco das estrelas? [...]»
Curiosidade suplementar: o presente volume exibe ainda a etiqueta de uma livraria moçambicana em Vila Pery – Beira.


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

O Escriba Acocorado


RUI KNOPFLI
posfácio do poeta Eugénio Lisboa


Lisboa, 1978
Moraes Editores
1.ª edição
19,9 cm x 15,7 cm
72 págs.
[capa de José Escada (cromo colado sobre a cartolina tipo kraft)]
colecção Círculo de Poesia
exemplar novo
50,00 eur

Poeta, jornalista e diplomata de origem moçambicana, ex-colónia ultramarina de onde partiu, em 1975, para Londres, indo exercer funções de conselheiro de imprensa na Embaixada de Portugal. Juntamente com o poeta João Pedro Grabato Dias, terão sido os simpáticos cadernos periódicos Caliban o cerne irradiante da sua aventura poética africana.


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Sexta-feira, Agosto 19, 2011

Em Moeda Fraca


MANUEL MENEZES
capa de Maduro Dias

Angra [do Heroismo], 1931
Tipografia Editora Andrade
1.ª edição
19 cm x 13,4 cm
244 págs.
subtítulo: Dos Açôres ás Exposições de Sevilha e Barcelona
exemplar manuseado mas aceitável, com ocasionais pequenos restauros na capa; miolo limpo
25,00 eur

Livro de crónica de viagem, com o qual se estreia nas lides literárias o médico militar e historiador Manuel de Sousa Menezes, apoiante incondicional da ditadura e do Estado Novo. Como tal, o regime confiou-lhe sempre cargos oficiais dalgum destaque. Ao longo de toda a sua carreira, mas em particular depois de passar à reserva, dedicou-se ao estudo da História dos Açores, deixando extensa obra de investigação, mas tolhida pela ideologia regionalista inspirada no nacionalismo exacerbado que marcou a sua época.


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Quinta-feira, Agosto 18, 2011

Cadernos do Ressurgimento Nacional





[aa.vv. anónimos]

Lisboa, s.d. [circa 1942 a 1949]
Edições SNP (Secretariado da Propaganda Nacional) e SNI (Secretariado Nacional da Informação)
[1.ª edição ?]
6 brochuras (completo, segundo o Catálogo Geral das Edições SNI, 1933-1948)
22,3 cm x 16 cm
[96 págs. + 48 págs. em extra-texto] + [82 págs. + 40 págs. e 5 folhas desdobráveis em extra-texto] + [88 págs. + 24 págs. em extra-texto + 6 folhas desdobráveis (grande formato) em extra-texto + 6 folhas de gráficos em extra-texto] + [192 págs. + 40 págs. em extra-texto] + [88 págs. + 48 págs. em extra-texto] + [110 págs. + 24 págs. em extra-texto]
títulos:
Obras Públicas
Repovoamento Florestal
Hidráulica Agrícola
Assistência Social
Portugal Missionário
Colonização Interna

profusamente ilustrados com reproduções fotográficas em rotogravura
exemplares manuseados mas aceitáveis; miolo limpo
135,00 eur

Colecção mais interessante do que os populares Cadernos da Revolução Nacional, prosseguia, porém, a mesma política de propaganda do regime de «ditadura para além da ditadura», aqui com uma componente de maior explanação documental e fotográfica.


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Cadernos da Revolução Nacional





[aa.vv. anónimos]

Lisboa, s.d. [1943 a 1945]
Edições SNP (Secretariado da Propaganda Nacional) e SNI (Secretariado Nacional da Informação)
[1.ª edição ?]
7 folhetos (completo, segundo o Catálogo Geral das Edições SNI, 1933-1948)
22,8 cm x 15,7 cm
80 págs. + 32 págs. + 32 págs. + 40 págs. + 40 págs. + 48 págs. + 96 págs.
títulos:
Passado Presente Futuro
Os Saldos Não São para Vista!
O Corporativismo É uma Realidade
Corporativismo e Produção Nacional
(autor: Armando Ramos de Paula Coelho)
Manifesto ao Trabalhador
Valorização da Terra Portuguesa
O Que Êles Fizeram... O Que Nós Fizemos
...
acabamento com um ponto em arame
todos os exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
70,00 eur

Com o mundo à beira de uma guerra de iniciativa nazi, o mal disfarçado regime totalitário português – a «ditadura para além da ditadura» – justificava assim, perante a opinião pública, os seus conseguimentos de domesticação do trabalho, da produção e das finanças.


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Domingo, Agosto 14, 2011

poesía – Revista Ilustrada de Información Poética


Madrid, n.º 7-8, Maio de 1995
dir. Gonzalo Armero
Ediciones Siruela / Ministerio de Cultura
2.ª edição [1.ª ed., 1980]
[número duplo especial dedicado a Fernando Pessoa]
título: Fernando Pessoa en Palabras y en Imágenes
27 cm x 21 cm (formato de álbum)
268 págs.
profusamente ilustrada
exemplar como novo sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo limpo
45,00 eur

Com selecção de textos, tradução e notas de José Antonio Llardent, trata-se de uma notável e diversificada apresentação do poeta no estrangeiro. Para além da representativa antologia, uma boa articulação das imagens reproduzidas com a cronologia bio-bibliográfica na abertura do volume, uma correcta inserção de comentários de escritores e estudiosos, etc. E para aqueles que queiram abalançar-se a visitar os lugares “de culto” onde o poeta viveu ou frequentou, uma planta da cidade de Lisboa devidamente assinalada, seguida das reproduções fotográficas desses locais, constituem precioso auxílio.


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Segunda-feira, Agosto 01, 2011

Cartas Que Me Foram Devolvidas


ANTÓNIO BOTTO
posfácios de José Régio e Fernando Pessoa

Lisboa, 1932
Edições Paulo Guedes
1.ª edição
18 cm x 13,2 cm
208 págs.
composto manualmente em elzevir e impresso sobre papel superior algodoado
exemplar estimado; miolo limpo com ocasionais picos de antiga humidade
peça de colecção
90,00 eur

Para além das 29 pungentes cartas, em Marginália completam o simpático volume dois ensaios críticos longos e preciosos da autoria de José Régio e de Fernando Pessoa. Deste último, pretende o seu estudo demonstrar o seguinte teorema:
«António Botto é o único poeta português, dos que sabemos que existem, a quem a designação de esteta se póde aplicar distintivamente, isto é, como definição bastante, sem acrescimo nem restrição. [...]»


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089